Ser uma garota normal não é algo fácil, ainda mais quando estamos na fase da adolescencia onde não conhecemos nada de nós e ainda temos que lidar com hormonios a flor da pele. Não pensamos muito no nosso futuro e só o que nos atrai é pensar em garotos e na vida social. Nada de escola, estudo, isso é rotulado como coisa de nerd. Nem ao menos percebemos a importância que isso terá para o nosso futuro.
Acordar pela manhã é outra coisa igualmente difícil, ainda mais difícil quando percebemos que não tem nada de interessante na nossa escola. Tudo que me interessava estava em outra cidade e eu não poderia tê-lo agora. Porém tudo parecia perder o sentido sem ele. O colégio, as amigas, os telefonemas, até mesmo os outros garotos, na verdade, até pensar era sem graça quando não o tinha no pensamento.
Sempre que a gente se via era como se tudo se encaixasse. Tudo voltava a ter sentido e eu tinha motivação até para arrumar meu quarto, coisa que eu raramente fazia.
Era mais do que claro pra mim que eu o amava e que eu precisava dele. Eu detestava ficar longe dele, detestava ter que deixa-lo sem poder fazer nada, detestava principalmente ficar sem ele por tempo indeterminado, as vezes mais, as vezes menos. Eu detestava nossa distância, detestava ter medo de não vê-lo mais, detestava não poder ter o tempo que eu queria com ele.
Mas o que eu mais detestava era amar ele tão intensamente.
Pode soar dramático, ou cômico. Pode ate soar ridículo, mas eu avisei no inicio desse blog que esses textos seriam assim. É sobre o que eu penso e só escrevo mesmo quando não me sinto bem, quando algo me incomoda. E quando isso acontece normalmente eu estou dramática mesmo.
Eu perdia cada vez mais ele. E isso era o que eu mais detestava. De tudo.
Chegou o dia que eu o perdi de vez e não sabia se ficava feliz com isso, ou se deveria lamentar. Até hoje eu não sei se o que eu sinto por ele é um gostar tão grande misturado com saudades do que passou, ou se é simplesmente amor. Se eu estiver certa, eu amo ele, mas a saudade ainda faz com que a dor seja maior. Não sei dizer.
As vezes eu tenho raiva de me sentir assim. As vezes eu gosto dele, as vezes nem tanto. As vezes é avassalador... me derruba, me deixa mal. Mas as vezes eu nem lembro dele. Acho que eu tento me prender a ele. Acho que eu não quero esquecer ele. Que por mais que eu diga que quero, não quero. Queria que ele me abraçasse e me dissesse para ter paciência, que um dia tudo ficaria bem.
Não agora. Não quero que a gente volte a ser como antes, até porque nunca seria totalmente igual e depois, os problemas que eu causei e que eu achei no nosso relacionamento, para não sofrer tanto com o fim, ficariam em evidência agora. Mas queria que eu pudesse relaxar agora, com a certeza que a gente seria feliz um dia. Em um futuro não tão distante. Mas isso, ninguem pode me garantir...